Nossa História

A Origem do Clube Monte Líbano e sua Importância para o Rio de Janeiro.

Nossa História

Desde o final do século XIX e ao longo de todo o século XX, os imigrantes libaneses e seus descendentes destacaram-se como comerciantes, empresários, profissionais liberais, intelectuais e homens públicos, ajudando a construir o Brasil moderno. No Rio de Janeiro, então capital federal, essa comunidade sentiu a necessidade de criar um espaço associativo próprio, que servisse não apenas como local de convivência social, esportiva e cultural, mas também como símbolo de identidade, integração e contribuição à cidade que os acolheu.

Foi nesse contexto que surgiu o projeto do Clube Monte Líbano.

O Clube Monte Líbano nasceu em uma antiga casa nas imediações da Urca, de um ideal coletivo e de um momento singular da história do Rio de Janeiro e do Brasil. Sua origem está profundamente ligada à comunidade libanesa, uma das mais tradicionais, proeminentes e relevantes comunidades de imigrantes do país, cuja contribuição foi — e continua sendo — decisiva para o desenvolvimento econômico, social, cultural e institucional da nação brasileira.

Pouco tempo após a fundação do Clube Monte Líbano na Urca, ocorreu a construção da sede atual, porque a ocupação irregular das áreas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e a degradação ambiental decorrente dessa invasão eram desafios enfrentados pelas autoridades constituídas, resultou em uma intervenção estatal com a finalidade de urbanização, por exemplo, a criação do Parque da Catacumba, anteriormente ocupado pela denominada Favela da Catacumba.

A ocupação desordenada da Lagoa Rodrigo de Freitas era tão grave e potente que avançava sobre as águas surgindo a Favela das Dragas, próxima ao Jardim de Alah, a poucos metros do nosso atual terreno.

Tratava-se de uma área profundamente degradada do ponto de vista urbanístico e ambiental, localizada às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, cuja recuperação era uma prioridade do poder público, ainda no período do antigo Distrito Federal.

Foi nesse cenário que se estabeleceu uma solução singular e virtuosa: o Estado por prazo indeterminado, com a finalidade de urbanizar essas regiões e principalmente evitar a plorifereção de outras comunidadess de baixa renda, cedeu ao Clube Monte Líbano o uso da área, em regime jurídico equivalente a um comodato, com finalidade específica e bem definida. Em contrapartida, coube exclusivamente ao clube e a seus associados — em sua maioria integrantes da comunidade libanesa — a obrigação de construir, às próprias expensas, toda a sua sede social, esportiva e cultural.

Não houve financiamento público para a edificação do clube. A construção do Monte Líbano foi integralmente realizada com recursos privados de seus associados, materializando uma verdadeira parceria entre o poder público e a sociedade civil.

Nessa conjuntura, foi editada a lei N°770/1953, publicada no Diário Oficial de 25 de Abril de 1953, que proibiu a realização de novos aterros, determinou a ocupação das referidas áreas por praças e clubes recreativos, construção de campo de futebol, quadras de bastequetebol e voleibol, além de drenarem a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Assim sendo, na verdade, a nossa sede atual, que ocupou esse espaço com a finalidade de urbanizar, proporcionando a evolução sustentável do local, promovendo crescimento ordenado e melhoria na qualidade de vida, atendendo a novos objetivos com planejamento cuidadoso e observando as características geográficas e questões ambientais.

À época da concepção do clube, a área hoje ocupada pelo Monte Líbano e por importantes empreendimentos do entorno — como o Paissandu Atlético Clube, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a Selva de Pedra, o conjunto do Shopping Leblon e regiões adjacentes que se estendiam até a Rua Ataufo de Paiva — integrava uma vasta região marcada pela presença de mangues e de uma grande ocupação irregular, conhecida como Favela da Praia do Pinto.

A sede do Clube Monte Líbano com projeto do renomado Arquiteto João Khair tornou-se, desde sua inauguração, um marco arquitetônico da cidade. Seu conjunto arquitetônico é integralmente tombado e citado em compêndios internacionais de arquitetura.

O Clube Monte Líbano é o único clube do Rio de Janeiro reconhecido por lei estadual como entidade de utilidade pública. Inserido em uma região que abriga comunidades vizinhas em situação de vulnerabilidade social, como a Cruzada São Sebastião, o clube cede espaços e horários para atividades esportivas de crianças da comunidade e emprega seus moradores em diversas funções, além das crianças terem bolsas de estudos na Escola Paraíso Popeye, em cursos de futebol, vóley, tenis, ballet, e acrobacia de solo e aérea.

Além disso, o clube cede regularmente seus salões para eventos administrativos da Prefeitura do Rio de Janeiro, de secretarias estaduais e, eventualmente, de órgãos federais.

Com o passar dos anos, o objetivo maior que inspirou a criação do Clube Monte Líbano foi plenamente alcançado. Se, em sua origem, o clube nasceu como um espaço de encontro da comunidade libanesa e árabe, hoje tornou-se um clube plural, aberto a toda a sociedade carioca, promovendo verdadeira integração entre culturas, gerações e histórias.

O Clube Monte Líbano é, assim, muito mais do que um clube associativo privado. Ele integra o patrimônio cultural, histórico e social da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil.

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